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sexta-feira, 22 de março de 2013

Custo da mão-de-obra não resolve problema da indústria nacional


22/03/2013 | 14:00 | Dinheiro Vivo
O estudo "Os principais desafios da indústria em Portugal", que está agora a ser apresentado pela consultora PwC, no Palácio da Bolsa, no Porto, conclui que a aposta na mão-de-obra barata não vai resolver o problema do setor. Mais inovação, maior qualificação dos recursos humanos, menos burocracia do lado do Estado, IRC mais amigo do investidor, redução dos custos com energia e um financiamento mais ágil às empresas constituem os principais fatores suscetíveis de impulsionar a indústria nacional.
A indústria pesa 24% no PIB português, mas já contribuiu com 29% para a riqueza nacional, em 1995. Dá emprego a 833 mil trabalhadores e pesa 24% na população empregada, abaixo dos 30% que chegou a representar em 1995.
Perante este panorama, a PwC consultou dois painéis, um em Lisboa e outro no Norte do país (30 pessoas no total), constituídos por industriais, académicos e profissionais da banca. O resultado aponta para a necessidade de a indústria procurar novas soluções, mas o Estado não deverá furtar-se ao seu papel de auxiliar do investimento. Uma das sugestões passa pela criação do gestor do contribuinte no Fisco com o intuito de ajudar as empresas portuguesas que querem investir no estrangeiro.
"Em Portugal temos um problema de pouco valor acrescentado bruto por capital empregue ou por trabalhador, devido, em grande parte, a métodos de trabalho pouco estruturados e não tanto ao número de horas trabalhadas por semana", referem os relatores do estudo.
Aspeto em destaque no documento prende-se com o custo com pessoal, sendo que os painéis ouvidos pela PwC contrariam afirmações recentes de Belmiro de Azevedo, chairman da Sonae, mas corroboram posições de figuras como o presidente Cavaco Silva. "Não é no custo da mão-de-obra que podem ser encontradas as soluções para o problema da produtividade na indústria portuguesa. Contudo, é necessária uma legislação laboral mais adaptada às necessidades de algumas empresas, nomeadamente as que trabalham por turnos".
Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO124450.html?page=0

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